{Real Wedding} “Devo ter experimentado cerca de 50 a 60 vestidos diferentes”

Rita, a ex-noivinha que teve uma grande aventura na sua busca do vestido perfeito!

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Conta-nos como tudo começou e quando aconteceu o pedido:

Conhecemos-nos num site de encontros, o Tinder. Estávamos os dois à procura da pessoa certa. Fomos saindo juntos e ao fim de algumas semanas acabámos por nos apaixonar e começámos a namorar. Não nos podíamos ter encontrado em melhor hora; somos muito compatíveis e perfeitos um para o outro! O pedido de casamento foi 6 meses após termos começado a namorar.

Ele pediu-me em casamento no dia 15 de Agosto de 2015. Fomos visitar os meus pais e depois do almoço, fomos passear ao moinho, de onde se tem uma vista fantástica. Eu não fazia ideia que ele ia fazer o pedido naquele momento, para mim estava a mostrar-lhe mais um dos locais da minha aldeia. Ele aproveitou um momento em que eu estava a ver a vista, completamente perdida nos meus pensamentos, e pôs-se de joelhos, com o anel. Quando me voltei e o vi, estava ele a começar a dizer “és a pessoa que mais amo na vida…”, comecei a rir com o nervosismo e no minuto a seguir já estava a chorar de emoção.

Ele fez a famosa pergunta e eu disse que sim!

Foi um momento muito feliz, surpreendente e emotivo.

Após o pedido quais foram os teus primeiros passos?

A primeiríssima coisa que fiz foi reservar a igreja. É um monumento nacional (Igreja de Santo Quintino), e costuma ter muitos casamentos. Foi a igreja onde fui batizada, fiz primeira comunhão e onde os meus pais se tinham casado. Apenas se podia reservar a igreja a partir de Outubro 2015 para os casamentos 2016, mas no início de Setembro já eu não os largava e não descansei enquanto não me reservaram a data. Fiz bem, pois no meu dia éramos 3 noivas: o meu casamento às 13h, um casamento antes às 11h30 e outro às 15h30.

Depois fizemos um orçamento e vimos quando podíamos / queríamos gastar. Reservámos a quinta e o catering e logo de seguida, fotografia e vídeo. Tudo isto ficou fechado antes de Novembro 2015. Em Dezembro fechámos com o dj, e o resto dos preparativos foram sendo feitos com mais calma.

Adorei ser noiva!

De repente há coisas que só outras noivas entendem (ou quem já foi noiva). E sentir-me noiva foi uma óptima sensação. Aproveitei ao máximo o processo, tanto criativo (de imaginar as decorações, coisinhas feitas por nós, etc), como o facto de poder dizer “Não, isto vai ser como eu quero, porque eu sou a noiva!”.

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Conta-nos sobre o teu vestido.

Eu não queria gastar muito dinheiro num vestido. Queria ter um vestido bonito, que o noivo gostasse, queria sentir-me noiva, mas não queria gastar uma fortuna. Estabeleci 1000 euros como orçamento limite para o meu vestido (o que já me parecia enorme para um vestido que se usa 1 só dia.). No entanto, este é o vestido que os nossos filhos vão ver e que vamos ter nas fotos eternamente, o resto da vida!! Sim, é importante!!

Também era importante para mim estar confortável. Poder dançar com o vestido, não ter calor, conseguir respirar.

Comecei, como todas as noivas do dia de hoje, a procurar na net o que gostava. Em pleno inverno, apaixonei-me pelo romântico dos peitilhos com renda. E decidi que o meu vestido ia ter um peitilho com renda. Queria uma saia rodada, muito leve e de preferência com bolsos.

Conhecia de cor os vestidos da JJHouse e do Aliexpress e várias vezes pensei encomendar pela net, havia muitas noivas que o tinham feito e a coisa tinha corrido bem. Mas eu tenho 85kg para 166 cm e visto o 46. Não tenho um corpo standard e havia sérios riscos que o vestido que viesse não me ficasse bem. Eram muitos riscos acrescidos à tradicional paragem na alfândega para taxas e ao facto de não saber qual seria a qualidade do vestido. Decidi que compraria o meu vestido numa loja física.

Até Janeiro 2016 passei por várias fases: apaixonei-me por um vestido descontinuado de 2015 e tentei encontra-lo por todos os lados (acho que provavelmente me ficaria muito mal pois tinha uma gola quase subida e eu ficaria quase sem pescoço, mas pronto…estava apaixonadíssima). Era o modelo Warren, da Tomy Marriage. Depois apaixonei-me pelos vestidos da sincerity bridal, mas não queria gastar mais de 1000 euros com véu e tudo incluído, e passava um bocadinho do orçamento. E depois dispersei-me. Mas não queria marcar nas lojas de noiva pois queria emagrecer (ahahahhahahah), e tinha medo de não gostar de me ver com nada.

Em Janeiro, depois da Exponoivos e com os anúncios das promoções de Inverno, lá comecei a marcar nas lojas de noivas.

Tive marcação em 8 lojas de noivas e devo ter experimentado cerca de 50 a 60 vestidos diferentes. Não vou falar de todas…vamos lá:

Fui a uma primeira marcação, sem grandes esperanças, apenas para experimentar, na loja Casar em Torres Vedras. O atendimento é óptimo. Tinham 2 vestidos no meu orçamento, Adriana Allier. O primeiro, que correspondia ao que queria, era um 38 e tiveram que me segurar o vestido nas costas (mal eu sabia que isso ia acontecer imenso durante todo o processo…a maioria de vestidos de prova nas lojas que visitei são 38/40). O segundo vestido não era o que procurava e era de um tecido pesado. Mas valorizava-me bastante!

Em Lisboa tive marcação na Maria Karin. Não encontrei nada do que procurava, mas gostei muito de me ver com um vestido, super leve, de imitação de Mikado, com bolsos. Era prático, leve, podia ser eu…mas eu queria tanto levar renda…Custava 900 euros.

Aí senti pela primeira vez a pressão para comprar.”Se gosta do vestido, não o deixe fugir…só temos este.” Saí sem vestido e confesso que poucas vezes pensei nele.

A Penhalta estava com uma promoção de 20% e decidi ir lá com o meu noivo. Não nos vimos durante as provas, pois ele também não quis que eu o visse vestido de noivo antes do casamento. Ele acabou por comprar ali o fato. Eu experimentei 2 vestidos e gostei dos 2. Mas, para além de custarem entre 1300 e 1600 euros, estava apertadíssima pelo corpete e mal conseguia respirar. No entanto, devo dizer que a qualidade dos vestidos…é qualquer coisa de amazing !!!

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Depois de ouvir falar maravilhas em 2 lojas no Seixal, Sayes e Noiva Chic, decidi marcar para as duas lojas no mesmo dia, e lá fui eu.

Na Sayes correu tudo muito bem, gostei muito do atendimento e senti-me completamente à vontade. Mal eu sabia o me esperava, mas já lá vamos.

Experimentei o primeiro vestido. Servia-me, apertava-me perfeitamente, parecia dito e feito para mim, era mesmo o que queria. Custava 500 euros, pois estava em promoção até ao final da semana, disse-me a dona da loja. Os meus olhos brilharam de imediato. Experimentei outros vestidos. Todos me serviam e ficavam bem, mas não correspondiam ao que procurava e ao meu estilo pessoal. Mais nenhum me tinha feito sentir tão bem, confortável e bonita. Sabia que estava ali um concorrente de peso a qualquer outro vestido, o primeiro que me tinha posto um sorriso verdadeiro na cara, mas ainda assim queria ver se por acaso, não haveria outro do qual eu poderia gostar tanto ou mais.

Fui à Noiva Chic, vestidos lindos, todos na casa dos 700/800 euros. Mas nenhum me encheu as medidas. A decisão estava quase tomada.

A marcação seguinte foi a loja Casart, na Bobadela. A loja é de duas irmãs suuuuper simpáticas, não põem pressão nenhuma, os vestidos são muito bonitos também, mas o meu vestido já me tinha escolhido.

Cheia de pressa para não perder a promoção, lá fui eu com a minha mãe sinalizar o vestido à Sayes. Comprei também um véu. O total era de 600 euros. Vim para casa toda feliz por ter encontrado o meu vestido àquele preço.

Arrumada esta parte, decidi focar-me noutros aspetos do casamento. Ia seguindo o facebook da loja e vi em Abril que a loja ia fechar para obras durante 2 meses. Achei estranho, pois a loja era nova, mas não desconfiei por aí além. O sinal de alarme deu-se em Junho, quando, ainda sem novidades do vestido, reparei que o facebook da loja não existia e já não se encontrava nos diretórios de lojas de noivas.

Pesquisei na internet e vi que a loja estava em processo de insolvência. Liguei à dona, que disse que eu não tinha que me preocupar, porque o meu vestido estava assegurado.

Isto aconteceu no início de Junho e decidi dar-lhe um mês para que o vestido chegasse. Fiz uma marcação numa loja / fábrica de vestidos de noiva – A Bela Noiva, em Ourém, por precaução. No início de Julho o vestido ainda não tinha chegado. Decidi ir à Bela Noiva e comprar outro vestido. Se não o tivesse feito, não teria tido vestido de noiva porque a dona disse sempre que o vestido estava atrasado, era culpa do fornecedor e ela não sabia o que tinha acontecido. Não me devolveu os 300 euros de sinal, pois argumentou que também não lhe tinham devolvido o dinheiro a ela. O mais interessante nesta história, é que a dona desta loja, que se chama A. R. M., publicou um livro no mês de Julho, que se chama o “O d. da n.”. Onde dá conselhos sobre casamentos. Eu estive em contacto com a sua administradora de insolvência que me disse que isto é Portugal…e quase de certeza não lhe vai acontecer nada e não vai pagar a quem deve.

Esta foi a pior experiência que tive durante a organização do meu casamento. Chorei muito quando percebi que não eu ia ter o meu vestido e a angústia foi mais do que muita.

Em Julho, a 2 meses do casamento, fui então à Bela Noiva e a escolha acabou por ser muito pragmática, sem grandes emoções à mistura sem ser o alívio de ir poder ter a tempo um vestido que servisse no meu corpinho 46. Não encontrei um vestido que me servisse que correspondesse ao que gostava, por isso acabei por escolher o corpete de um vestido e saia de outro, à minha frente, pois os vestidos de prova não me serviam, sem ter a real noção de como iria ficar. Atenção – isto é a minha experiência no contexto da situação que aconteceu comigo, pois o atendimento d’A Bela Noiva é muito bom e há uma enorme variedade de escolha, recomendo a 100%. E se vocês não são um corpo 46, os vestidos de prova vão servir ! Mas eu já estava numa fase em que só queria ter um vestido que me servisse e que me ficasse bem.

Acabei por ficar com um vestido do qual gostei muito, que era sem dúvida a minha cara, simples, bonito e extremamente leve de usar. Há sempre um “mas” em todo o processo, e agora que escrevo sobre o assunto fico mais em contacto com a sensação de haver algo que me foi roubado e que não é justo.

Mas depois, no dia a dia, quando vejo as fotos e quando me lembro dos detalhes do dia do meu casamento, tudo me parece perfeito!

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Bem!!! Depois de toda esta aventura…outras coisas certamente correram melhor. Quais foram as cores, tema e estilo? 

O tema surgiu quando visitámos e escolhemos a nossa quinta, pois parecia o universo da Alice no País das Maravilhas. Decidimos então partir desse tema para organizar todo o casamento. A cor principal era o azul escuro (navy), com apontamentos em rosa, brancos, cinza/prata. O estilo escolhido foi o vintage / rústico. Escolhemos tudo juntos e fizemos várias coisas juntos – o seating plan, os marcadores de mesa, os convites… gostei tanto que fiquei para sempre com o bichinho do DIY.

Mudavas alguma coisa?

Podemos sempre mudar ou melhorar alguma coisa. Relativamente ao vestido, apesar de ter ficado muito satisfeita com a escolha, sinto que abri mão de coisas que para mim eram importantes por estar muito ansiosa e com medo de não poder ter um vestido a tempo, a dois meses do casamento. Olhando para trás fico com alguma pena de não ter insistido mais em alguns detalhes do vestido que gostaria de ter tido (outro tipo de renda, não usar de todo saiote, bolsos, etc). Mas percebo porque não o fiz, estava ansiosa, queria resolver a questão e tinha medo de acabar por encarecer muito o vestido com personalizações. Fiquei um pouco ultrapassada pela situação, pois tenho a certeza que se tivesse insistido nesses aspetos no momento da escolha, teria sido possível.

Gostaria também de ter tido uma wedding planner no dia do evento ou ter legitimado alguém para esse papel. De um modo geral tudo correu bem, mas nesse dia senti necessidade de estar livre para o nosso dia e para os convidados.

E claro, os fornecedores precisam de perguntar se podem avançar com esta ou outra coisa. Exemplo: houve um momento em que o fotógrafo nos raptou para fazermos umas fotos só nós os dois, e teria sido importante que os buffets já estivessem abertos durante esse tempo. Se houvesse alguém a fazer a ponte entre os noivos e os fornecedores, teria sido mais fácil. Enfim, são detalhes, mas para gosta de tudo perfeito…aconselho que contratem um wedding planner. (ou peçam a alguém para assumir este papel, se o budget não o permitir).

Teria também posto ainda mais elementos de decoração relacionados com o tema. Não queria pôr “too much”, mas acho que ainda havia espaço para um pouco mais.

De resto, dentro do orçamento que tinha e o estilo de casamento que queríamos…acho que não podia ter corrido melhor.

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Conselhos às nossas noivinhas?

Como dizia Ricardo Reis: “Põe quanto és no mínimo que fazes”. Sejam autênticas, procurem que o casamento seja ao máximo o que são vocês os dois e o que querem os dois. Se o casamento for genuinamente vosso (querem no máximo 40 pessoas na praia e ir de vestido amarelo? Go for it!, querem casar num castelo com um vestido Maria Antonieta e 200 pessoas? Go for it!! (preparem o orçamento…). Vale tudo, desde que seja vosso e genuíno. É muito diferente ter um casamento majestoso gigante porque é o nosso sonho ou ter um casamento nesses moldes porque é o sonho de outro alguém ou o que imaginamos ser o sonho de alguém a quem queremos corresponder às expectativas. Se for vosso, se investirem tempo na preparação e organização e se for o que vocês realmente querem, então vai ser bonito. O que não invalida que possa fazer cedências à família, amigos, etc. Se essas cedências forem de acordo ao que vocês verdadeiramente querem.

O que gostarias de acrescentar?

Casem-se, vale a pena !!!  Sei que a frase parece cómica, que todos os dias falo com céticos do casamento e pragmáticos que dizem “união de facto – é igual”. Mas a verdade…é que é um ato de coragem quando há o pedido de casamento, pôr-se de joelhos e arriscar-se a ouvir um não, ou pior, um sim (!), e arriscarmo-nos a iniciar uma das maiores aventuras da nossa vida. Porque é um desafio dizer o sim, ter um projeto de vida, assumir perante nós próprios e também os outros que queremos ter uma aliança com aquela pessoa para sempre,  “no matter what”. Não é só assinar um papel, é muito mais do que isso!! Pode ser até bastante afrodisíaco (acreditem!), e renovar a vossa vida a dois.

Hoje em dia é possível fazer casamentos laicos, humanistas, elopments, au estilo de “Las Vegas”…é possível celebrar de todas as formas consoante a personalidade de cada um.

E durante todo o processo e o resto da vossa vida, nunca esqueçam as razões que vos levaram a dizer o sim!

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Rita, adoramos conhecer-te e acima de tudo adoramos os teus conselhos fantásticos. Muitos parabéns e as maiores felicidades. Obrigada!


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