{Real Wedding} Uma boneca de trapos apaixona-se por um soldadinho de chumbo

 Tânia & Ricardo 

Uma base de inspiração única… um conceito bem trabalhado e um resultado encantador, conheça a história destes noivos.

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Se tivessem que resumir a história do vosso casamento?

Noivos (N): Não é fácil colocar por palavras o que foi, e como foi o Nosso Casamento, e mais difícil ainda conseguir resumi-lo assim, numa resposta apenas. Não iremos abordar temáticas como: organização, timings ou desconstruí-lo por partes, porque a pessoa mais capaz de o responder com qualidade e na perfeição, foi quem “Construiu todo o Casamento”, o nosso Wedding Planner, Rui Mota Pinto.
Se pudéssemos resumir o Nosso Casamento em 3 Palavras seriam: Familiar, Doçura e Alegria.

Wedding Planner Rui Mota Pinto (RMP): Resumir um dia destes num conjunto de frase é de facto missão impossível. Essencialmente foi um dia muito intenso, marcante, onde intimidade, família, alegria e muita emoção estiveram sempre presentes. Como criador de momentos tento sempre criar um dia onde vão acontecendo momentos, onde os convidados sejam constantemente surpreendidos com algo novo, algo inesperado e que crie diferentes ambientes, diferentes “moods” no casamento. Este foi um dia onde isso aconteceu de uma forma constante e por vezes vertiginosa. Juntar toda a vertente de família, intimidade e doçura que a Tânia e o Ricardo referiram! Foi uma mistura de algo dinâmico, alegre, com diferentes ritmos, com diferentes ambientes, sentimentos e emoções. Foi talvez o maior desafio mas valeu! Foi emotivo e fantástico.

O conceito que criei foi o de “Memórias de Infância – Uma boneca de trapos apaixona se por um soldadinho de chumbo”.

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O dia começou ainda no dia anterior com uma sessão fotográfica de família e depois  com um jantar de ensaio já na quinta. Noivos, pais e padrinhos juntaram se e fizemos um ensaio de como seria o dia seguinte. As entradas, os locais, e um pouco do que se esperava de cada uma dessa pessoas tão importantes.
No dia noiva, noivo, padrinhos, damas de honor e padrinhos de honra prepararam se no espaço. Os homens com um barbeiro à antiga (o Unique do Purista) e as mulheres com os cabeleireiros e MakeUp Artists.

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Estando todos juntos no mesmo local durante as preparações, a emoção foi enorme e a festa parecia já estar ao rubro.
Depois de todos prontos deu-se inicio à cerimónia civil na própria capela da quinta. Uma particularidade sobre a cerimonia: ao contrario do que é habitual os noivos ficaram de frente para os convidados e a conservadora de costas. Algo que propus aos noivos relembrando a tradição dos casais Japoneses que caso frequentemente e que defende que os convidados devem ver a cara e as expressões dos noivos e a sua emoção e não as suas costas (algo que estou totalmente de acordo). Um pormenor que acabou por ser enorme na forma como todos vivemos esta cerimónia.
O noivo entrou ao som de uma corneta militar a relembrar os soldadinhos de chumbo. A noiva entrou acompanhada pelo pai e tendo as meninas das alianças à sua frente com a mais pequenina a transportar a boneca de trapos de infância da noiva onde iam presas as alianças.

As entradas foram acompanhadas por violino (Ricardo Maciel AKA Live Act Mak), instrumento preferido dos noivos. As músicas foram readaptações para violino que os noivos escolheram.
Após a cerimónia, o corte do bolo! Defendo que o bolo é o culminar da cerimónia. O segundo momento mais importante e por tal deve ser cortado como celebração do casamento, da cerimónia e não no final da festa onde o seu significado real já se perdeu.
Os noivos aceitaram e adoraram a ideia. O bolo era cénico para que depois do corte pudesse manter-se como elemento decorativo. Uma pequena obra de arte da MyCakeStore; o bolo reproduzia a historia de como uma boneca de trapos se apaixonou por um soldadinho de chumbo. Linhas de costura, botões, movimento e cor , fizeram deste bolo mais um detalhe de encantar.

Após o bolo, uma mesa corrida em jeito familiar esperava os noivos e convidados. Sem lugares marcados existia somente uma zona de família e uma zona de amigos. Esta forma mais “despreocupada” de sentar os convidados foi pensada para criar um ambiente muito íntimo e familiar. A refeição foi acompanhada por uma “banda de bossa nova” que criou momentos de muita alegria intimidade e que levou até alguns casais a dançarem durante o jantar. Algo que se perdeu, mas que gosto de incentivar porque acredito que cria maior conexão com as pessoas, as faz sentir mais à vontade e cria uma maior intimidade no casamento.

No final da refeição e porque o pôr do sol se adivinhava os noivos foram com os fotógrafos (NjMattos) e os videógrafos (Pixel) fazer uma sessão fotográfica.

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Durante estes cerca de 40 minutos e para que os convidativos não ficassem parados à espera, foi criada uma actividade de cocktail challenge! Divididos em grupos os convidados com a ajuda de um barman inventaram um cocktail que depois foi dado a provar ao júri (eu próprio e os barmans): O cocktail escolhido foi colocado no centro da pista num copo gingante com palhinhas gigantes para ser oferecido aos noivos no seu regresso.

Chegou o momento da abertura da pista de dança. Um momento totalmente idealizado por mim e que apesar de curto foi muito intenso e marcante. Sentada no baloiço que o pai da noiva construiu para spot fotográfico uma estátua humana de boneca de trapos ganhou vida ao som do violino que se encontrava ao centro da pista de dança. Um soldadinho de chumbo em andas “pegou” na boneca de trapos como se de uma marioneta se tratasse e dando lhe vida os dois foram buscar os noivos para a primeira dança.

A partir daqui a festa avançou e com surpresas, alegria e diversão.

Uma nota final para o lançamento do bouquet. Um pouco diferente do normal.
Existia um boneco e uma boneca. Todos com fitas presas sendo que uma delas cosida aos respetivos bonecos. A boneca representava a noiva, o boneco o noivo. As solteiras agarraram as fitas do boneco e os solteiros da boneca. No final ao puxarem um dos solteiros ficou com “ a noiva” e uma das solteiras com o noivo.

Quais foram as particularidades dessa aventura?

N: Não conseguimos assinalar nada em “especial”, haveriam centenas de “particularidades” a descrever. Mas, algo “particular” (engraçado e original), e que poucas pessoas o devem ter feito, desta forma, nunca imaginei (eu a Noiva) casar na Quinta onde fui pedida em Casamento!

RMP: Houve também  um mimo feito em especial para esse dia. O Pai da Noiva construiu um Baloiço em Madeira (rústico) para ser o “Spot Fotográfico” dos Noivos com os Convidados. Mais uma vez, a “Família em ação”!

O dia começou muito cinzento… e tudo estava previsto para o exterior. Como geriram a situação?

N: O dia do nosso Casamento começou “cinzento” (parecia que a todo o instante poderia começar a chover). O Casamento foi todo estruturado para acontecer ao ar-livre, no exterior (apesar de existir sempre um plano B). A Noiva passou toda a manhã no 1º piso da Quinta, com as Madrinhas e Pais. E o Noivo no r/c, respetivamente, com os seus Padrinhos, para não se verem ou cruzarem até à Cerimónia. O Rui Mota Pinto (WP) perguntou à Noiva se avançaríamos com o Plano A ou B e a mesma pergunta foi feita ao Noivo, separadamente. Ambos quisemos arriscar, no Plano A. Estávamos em plena sintonia! E a única altura em que chuviscou foi quando estávamos todos reunidos na Capela (“Boda Molhada, Casamento Abençoado”) e correu tudo Lindamente.

Como e porquê um tema tão singular?

N: O tema foi desde logo aquilo que mais nos define como Pessoas e aquilo que somos um para o outro e para os “Nossos” em geral: a Família. E em particular “as Memórias de Infância”. Tivemos ambos uma Infância muito rica e Feliz. A Noiva agarrada a “Bonequinhas de Trapo” e o Noivo com os seus “Soldadinhos de Chumbo”!
O processo criativo facilmente evolui à volta deste tema, mas foi todo praticamente desenvolvido pelo nosso Wedding Planner. Depois de conhecer os Noivos, facilmente conseguia ir “buscar” aquilo que nos fazia Sonhar.

RMP: Sim! Uma base de inspiração muito singular:  “memórias de infância – Uma boneca de trapos apaixona se por um soldadinho de chumbo”.
Não utilizo temas. A conceptualização de um casamento obriga a que ele seja de facto criado e pensado em função de um casal. Ora isso deve ter como base criativa uma pagina em branco. Não um tema, uma cor, uma palete ou algo pré estabelecido porque isso limita à nascença a criação. Ao conceptualizar este casamento a minha maior preocupação foi conhecer os noivos e perceber o que lhes ia na alma, o que eles traziam nas suas memórias, na sua vida e o que os motivava. Algo que os interligasse e que de alguma forma os fizesse feliz. Sempre que falava com a Tania e o Ricardo a palavra “família” tinha muito peso. A infância, a felicidade que cada um trazia dessas memórias era única e algo que nunca tinha visto de maneira tão forte em ninguém. Por isso mesmo a primeira ideia que me veio à cabeça foram as memórias de infância. Depois perguntei a cada um a primeira palavra que lhes viesse à cabeça pensando na sua infância. A Tania sem hesitar respondeu “a minha boneca de trapos – ainda a tenho); o Ricardo também sem grande hesitação respondeu “soldadinhos de chumbo” e foi assim que criei o conceito de contar a historia de amor deles através de duas personagens da infância de cada um -”Uma boneca de trapos apaixona se por um soldadinho de chumbo”.
Conceptualmente foi uma tremenda aventura e desafio criar esta história mas hoje sei que foi algo de tão único e que só faria sentido para a Tânia e o Ricardo. Não qualquer tema que se tira da Internet e que se contam repetidas vezes. Pessoalmente não acredito em temas. Acredito em conceitos. Dai ser um Criador de casamentos e não um fazedor de casamentos.

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E quanto à decoração, como incluíram um “estilo” neste “tema”?

N: A decoração foi bastante “Rústica” e muito íntima! Havia muitas peças decorativas que relembravam o “tema” como brinquedos dos noivos, mobiliário de família e muito mais!

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Soubemos que houve uma surpresa para o noivo…

N: Dias antes, a noiva fez uma “Sessão Fotográfica – Boudoir”, num veleiro antigo (outra das paixões do Noivo – barcos) para oferecer ao Noivo como “Prenda de Casamento”. No dia do Casamento, e momentos antes da entrada da Noiva na Capela, é entregue um envelope ao Noivo fechado, com uma das fotografias dela tiradas nessa dia… e uma mensagem! Mas isso, pertence ao noivo e apenas ao noivo!

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Qual foi o vosso momento preferido?

N: A abertura da Pista no Jardim (o “Sunset”), que aconteceu entre a junção de um “Mix” em simultâneo entre Violinista e DJ, que ao mesmo tempo, e som dava lugar a um espetáculo protagonizado pela nossa “Bonequinha de Trapos Estátua” que ganhou vida, pelo nosso “Soldadinho de Chumbo” em andas, que a manuseava como se fosse uma “Marioneta”. Foi a passagem do fim do Doce da Cerimónia para o início da Festa do Casamento. Foi um momento rápido, intenso e marcante para os Noivos e todos os Convidados!

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Mudavam alguma coisa?

N: Não mudávamos nada, nem ninguém. Tudo e Todos estavam nesse dia presentes por alguma razão, por algum propósito. Não teríamos coragem de “mudar” um segundo desse dia, porque poderia alterar por completo a “nossa história” e o nosso Casamento de Sonho.

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Alguma particularidade relativamente aos vossos looks?

N: Contrariamente ao que normalmente acontece, a grande mudança “deu-se”, talvez, no Noivo, que casou de “barba”, aparada, arranjada em especial para esse dia, ao lado dos seus 3 Padrinhos, que o acompanharam em todo esse processo e fizeram ver as suas “barbas”, também e da mesma forma (foi uma Surpresa não só para a Noiva, como para todos os presentes que não estão habituados a ver o Noivo de barba, nem os respetivos Padrinhos)!

RMP: Não posso deixar de incluir aqui o look da Tânia. Mais uma peça de arte. Desta vez de uma estilista que sempre amei o seu trabalho e por quem tenho uma admiração tremenda – Susana Agostinho. A forma como criou um vestido que simboliza na perfeição a pessoa que a Tânia é genial.!Um vestido que representava um misto de boneca de trapos, com princesa e finalmente uma mulher poderosa e sedutora. Algo de mágico e que foi sem duvida um dos pormenores maiores e mais fabulosos deste dia.
Um vestido de sonho num casamento de sonho. What else?

Decidiram imortalizar este momento com um vídeo?

N: Sim! A escolha foi fácil e simples, porque sabíamos o que queríamos e quem seria capaz de o fazer. A Pixel foi a nossa escolha para falar por Nós através de Imagens e contar a nossa “Estória” como nós a sentimos.

RMP: O vídeo foi sem duvida uma escolha fácil. Com tudo o que pretendíamos contar e da forma como pretendíamos que fosse contado a PIXEL foi o caminho lógico. Toda a alma que dedicam a cada segundo, toda a veia criativa e diferente como o fazem e toda a intimidade que colocam em cada movimento é única e só fazia sentido ser a PIXEL..

Decidiram ter Wedding Planner, porquê?

N: Sim. Não conseguimos imaginar o Nosso Casamento, sem o seu “Dream Maker”! Nós sonhávamos e o Rui Mota Pinto fazia acontecer. Com a presença do Rui Mota Pinto na “Nossa história”, nós só nos preocupámos em ser Felizes e desfrutar ao máximo tudo o que tem para ser vivido nesse dia. Não é apenas importante, é essencial a existência de um WP em todo o processo de um Casamento.

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Algum conselho?

N: A todos os Noivos que queiram imortalizar o Vosso dia, não coloquem limites à vossa “Felicidade” e acreditem que Tudo é Possível. O dia é Nosso. Tratem-no como tal e não deixem de viver nada!

RMP. Mais do que tudo um conselho aos noivos: não se inibam de sonhar. Não vão pelo caminho mais fácil. Arrisquem, criem e deixem criar. Não se contentem com pouco nem com o que vem mais frequente. Não acreditem que existem coisas impossíveis. Tudo mas tudo é possível, so precisam encontrar as pessoas certas para o fazer.
Um conselho: desliguem a Internet, apaguem por um dia as fotos dos outros casamentos e percebam o que vos fez apaixonar um pelo outro. O que vos leva a dar este passo tão importante e qual é verdadeiramente a vossa história de amor e a que querem contar num dia tão único. As pessoas e profissionais que perceberem isso em vez de se preocuparem em vender vos casamentos feitos serão as pessoas certas para fazer esse caminho convosco.

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Este casamento ganhou o prémio para Best Concept na 5ª edição dos Internacional Belief Awards da prestigiada comunidade internacional de Wedding Planners Belief IWP.nuno7161

Fornecedores:

Wedding Concept, Planning and Coordination by Wedding Planner Rui Mota Pinto | Photos by NJ Mattos Photography | Video by Pixel | Catering: by Teresa Holtreman Roquette – SlowFood | Cake by MyCakeStore | Wedding Dress by Susana Agostinho | Grooms Suit: Penhalta Lisboa | Makeup: by Inês Jordão Make Up Artist | Hair Stylist: Djaho Costa Team | Barber: Unique from O Purista Barbiére | Flower Design: by  Isaura Florista By Kefro | Band: Ana Souls | DJ – Miguel Brandeiro | Live Act Violin – Ricardo Maciel AKA Live Act MAK | Entertainment (Tin Soldier and Rag Doll) : Quideia Animações – Tuka & Vania – T | Barmans Team André Neff Brito – André Neff,  Marco , Cláudia and Luis | Decor Material: Martins Alves & Magnezya | Stationery by LoveLab


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