{Real Wedding} Um casamento na perspectiva de um fotógrafo (e que casamento!)

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Joana Ferreira & Filipe Mateus

Local: Casa da Praia, Fotografia: Mauro Correia

Olá Mauro! Adoramos as tuas fotografias e queremos saber mais sobre o mundo da fotografia em casamentos… vamos lá!

Como é fotografar um casamento?

Fotografar um casamento é sempre um misto de emoções. Cada casamento, para mim, é único e é registado como tal. São dias, todos eles, inesquecíveis, pelo que representam para os noivos, e por todos os sentimentos que transportam para nós, fotógrafos. Olho para cada casamento com enorme sentimento de responsabilidade, já que é fundamental ter a noção que estamos a registar um dos dias mais importantes da vida de um casal e das suas famílias. Os momentos que captarmos, as emoções que congelarmos, serão – a par da memória de quem viver o dia – o registo permanente que ficará para sempre daquele dia. E construir esse espólio familiar é uma enorme responsabilidade. Mas é também um verdadeiro privilégio que nós, fotógrafos, temos a obrigação de interiorizar. Fotografar um casamento não é um trabalho comum. Somos, também nós, “convidados” a viver e sentir algo de muito especial, e a transportar todas as emoções sentidas para os fragmentos de memória que imortalizarão esse dia único.

Qual a importância de recorrer a um profissional?

Para explicar a importância de recorrer a um profissional é fundamental que se perceba o trabalho efectuado por um, para além da técnica que possa ou não possuir. Para mim o casamento nunca se resume apenas ao dia. É muito mais do que isso. Há toda uma preparação que é fundamental fazer antecipadamente, e que começa logo no primeiro contacto com os noivos. E há todo um trabalho que começa quando o dia do casamento termina. Fotografar casamentos não é apenas desenhar com luz. Tem também uma forte vertente de psicologia. A forma como olhamos para o dia, como o sentimos e consequentemente registamos é em muito resultado da forma como nos identificamos com os casais, com as suas famílias e com os convidados. E isso é sempre um reflexo do relacionamento humano que decidimos transportar para “o trabalho” que nos comprometemos a fazer. Acredito que essa abordagem aos casamentos, mais do que as questões técnicas, é absolutamente diferenciadora nos profissionais. O resto… bem, o resto é feeling, olho e fotografia.

Existe algum momento mais stressante para um fotógrafo?

Todos os momentos têm a sua dose de stress. O segredo é dentro dos possíveis não deixar transparecer a pressão sentida, de forma a não “contaminar” quem está à nossa volta.

O fotógrafo não pode, em momento algum, ser o centro das atenções de um casamento. E muito menos com o objectivo de “controlar” a situação fotograficamente. Por muita pressão que certos momentos possam transportar, é fundamental encontrar o equilíbrio e confiança necessários para fazer o melhor registo possível em qualquer circunstância.

O que está “ultrapassado” em termos de fotografia?

Julgo que nada está absolutamente “ultrapassado”. Trabalhamos com pessoas, e cada uma tem a sua expectativa relativamente ao registo fotográfico que contrata. Há clientes para todos os géneros fotográficos, tal como há fotógrafos que se enquadram melhor ou pior nesses mesmos géneros.

Admito, no entanto, que cada vez há menos casais à procura de fotógrafos que centram o seu trabalho “na fotografia posada”. E isso agrada-me, porque é um facto que me identifico a 100% com coberturas fotográficas absolutamente espontâneas e naturais, sem grandes – ou de preferência nenhumas – indicações a quem fotografo.

Quais as tendências de fotografia para 2017?

Por uma questão de correção para com outros profissionais, julgo ser de toda a justiça dizer apenas quais as minhas têndencias fotográficas…

E nesse particular a tendência é cada vez mais o registo fotojornalístico do dia de casamento, de forma espontânea, onde a naturalidade de todo e cada momento assume toda a preponderância. Em resumo… o story telling vai ser rei este ano.

Acredito, no entanto, que este ano ficará também marcado por um acentuar de registos fotográficos dos casais – em algum momento do dia – com luz mais trabalhada, recorrendo a diversos sistemas de iluminação portátil, com o objetivo de construção de fotos que preenchem o imaginário de grande parte dos casais.

No plano da edição fotográfica, o fílmico vai-se cada vez mais acentuar, como forma de complemento à narrativa fotográfica.

Se alguma noiva se perdeu de amor com este casamento (e fotografias, claro), como contactá-lo?

Espero que a Joana se tenha perdido com este casamento, já que fotografei 100% a pensar nela e no Filipe!

E espero que outras noivas possam também perder-se “de amor com este casamento” e dar-me a oportunidade de registar o seu dias de forma única, fiel e original. Isso deixar-me-ia particularmente feliz.

Para me contactarem podem usar qualquer um dos recursos sempre à disposição:

+351 919 962 673 | e-mail | website | facebook

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