{Real Wedding} Alice, a noiva de cinto vermelho

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Esta é a Wedding Story de um casal descontraído que começou o dia de casamento com… uma ida à praia! E tudo o que se seguiu foi… totalmente informal.

Photo by STORYPICS

Alice, como sabes adoramos tudo o que é diferente e achámos o vosso casamento fenomenal! Como tudo começou?

Bem, “começar começar”, começou há 10 anos atrás, quando eu e o Zé Pedro iniciamos o namoro. Muitas aventuras, desventuras, lágrimas, risos e um bebé depois, resolvemos que queríamos oficializar a coisa. Para nós, já estávamos “casados”, mas queríamos celebrar esta união com os nossos amigos e a nossa família! O Zé Pedro fez o pedido em Março e resolvemos casar na data em que faríamos 10 anos de namoro (ambos somos péssimos com datas, por isso pareceu-nos uma excelente ideia!).

Vocês conheciam-se muito bem no momento da grande decisão, daí ser tudo muito descontraído e informal?

Sim, para nós não fazia sentido um casamento segundo os padrões tradicionais, não só porque já estávamos juntos há bastante tempo (já vivíamos juntos e já tínhamos um filho em comum), como também porque não tinha nada a ver connosco. Queríamos um dia para celebrar, mas celebrar à nossa maneira, de forma descontraída, em que olhássemos para trás e conseguíssemos ver “sim éramos mesmo nós naquele dia e não umas pessoas irreconhecíveis dentro de uns fatos aprumados com um sorriso forçado para as fotos” E também sabíamos que a nossa família e amigos iam adorar um casamento mais informal.

Onde se inspiraram e como decidiram ter um casamento cheio de cor, como vemos nas fotos?

Bem, começámos por decidir que o ideal para nós era um casamento feito todo ao ar-livre (cerimónia e copo d’agua), se o tempo o permitisse claro. Ambos gostamos de apreciar a Natureza e um casamento ao ar livre entrava na nossa ideia de “descontraído e informal”. A partir daí ajudou muito o facto de o noivo ser completamente viciado em pinterest :) Criámos um “mood board” para o nosso casamento aproveitando elementos naturais como a madeira e os brancos/crus como base e depois fomos juntado muitos apontamentos de cor, inspirados nas flores da época. Pedimos inspiração e ideias aos nossos amigos e a ideia foi tomando forma!

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Tiveram Wedding Planner?

Sim, na altura, uma amiga nossa trabalhava como wedding planner, portanto foi o ideal. Ela já nos conhecia bem e foi fácil apanhar o nosso mood e o nosso ideal de casamento. Decidimos que a Wedding Planner era um bom investimento. Aquele dia era para nós, para nós apreciarmos e nos divertirmos, não queriamos andar stressados com lugares e quando é que a comida é servida e quando é que a musica começa… foi um apoio incrível!! Se bem que um pouco ingrato porque deve ter sido a convidada do casamento que mais “trabalhou”. Mas nós gostamos muito de ti Marta! :)


Como correu toda a organização?

Para nós, o mais importante era escolher o sítio para o casamento… todas as quintas e locais de casamento que víamos eram normalmente lindíssimas mas muito formais ou grandiosas para o nosso casamento. Até que fui visitar a a Quinta de Vale de Fornos e fiquei apaixonada! É uma quinta vinícola, com cães a passear, perdizes a fugir, edifícios pintados com vermelho sangue-de-boi que fazia um contraste lindíssimo com o relvado e as vinhas. Até tinha um chorão, para realizarmos a cerimónia em baixo dele. A partir daí a Wedding Planner e a Visi Vici entraram em acção! Tínhamos alguns requerimentos indispensáveis como por exemplo, mesas de madeira corridas, sem lugares marcados, não queríamos bolo de casamento, nem atirar o bouquet, etc… Algumas destas coisas foram mais problemáticas, porque é difícil sair daquele esquema de casamento tradicional. Mas as meninas da Visi Vici falaram e furaram e trabalharam até que conseguimos tudo! O Zé é designer e tratou da parte gráfica do casamento, incluindo convites e site. Conseguimos construir assim aos poucos o nosso dia espectacular que começou com uma ida à praia para relaxar e refrescar, a cerimónia ao final da tarde ao por do sol e finalmente um jantar com muita alegria!

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E o teu look tão informal e magnífico…conta-nos tudo

Bem o meu vestido foi curiosamente o primeiro que experimentei, na primeira loja onde fui. Sorte hein? Sabia que não queria um vestido muito elaborado, nem com muitos brilhantes, nem saiote, nem véu (eram muitos nãos). Sendo um casamento mais descontraído, queria fugir do corte princesa, dos cai-cai e das caudas compridas, e queria optar por uma linha mais simples e elegante, de preferência que incluísse detalhes em renda. E lá estava ele à minha espera! Só precisou de ajustar o comprimento para não ficar a arrastar no chão e para se verem os sapatos espectaculares que a minha madrinha e a minha outra amiga escolheram! No mesmo sentido resolvi levar o cabelo solto, com uma flor vermelha a combinar com a fita vermelha do vestido.  Levei apenas brincos e uma pulseira de pérolas e um bouquet maravilhoso com flores de todas as cores da nossa paleta que parecia acabado de apanhar no campo. A maquilhagem foi bastante simples também e apostamos num batom vermelhão nos lábios (nota-se que gosto de vermelho?).

E os convidados? Gostaram?

O feedback dos nossos amigos e família foi óptimo! Todos nos disseram que foi um casamento muito diferente, que era a nossa cara e que não apanharam seca, que tudo fluiu muito bem, por isso… objectivo cumprido! No final do jantar ainda fizemos um jogo tipo quizz com os convidados sobre os hábitos e manias mais estranhas dos noivos, para ver quão bem nos conheciam, e rimos a valer durante o jogo!

Os momentos favoritos foram…

O meu momento preferido, embora seja difícil escolher, foram os discursos da madrinha e do padrinho. Optámos por não escrever os nossos votos (isso depois é segredado ao ouvido) e pedimos à nossa madrinha e ao nosso padrinho para escreverem um pouco sobre nós. Acho que depois dos discursos não havia ninguém sem uma lagrimita no canto do olho. O que eu lutei para não arruinar a maquilhagem! O momento preferido do Zé foi o brinde algo atabalhoado do pai dele. O pai dele é um master a fazer brindes que têm sempre uma lengalenga muito engraçada. Naquele dia via-se que estava emocionado e por isso o homem dos brindes ficou um pouco engasgado!

Conselhos para futuras noivas?

O casamento é vosso! É o vosso dia e vai ser relembrado por muito tempo, por isso tenham a certeza do que querem fazer. Não se deixem levar por opiniões de “ah isto é melhor” e “tradicionalmente é assim, não pode ser de outra maneira” e o fantástico “noiva que é noiva faz isto”. Não é o casamento de outras pessoas, não é a opinião nem as ideias de outras pessoas. Certifiquem-se que quando olharem para trás para as fotos podem dizer “Fomos nós mesmo que casamos neste dia e não um batalhão de pessoas do catering, fornecedores, família afastada, e amigos que nunca mais vimos”. E não vale a pena ficarem stressados porque no final do dia, de uma maneira ou de outra, vão estar casados e isso é o mais importante! :)

Alice Estrela
*”It is a miracle that curiosity survives formal education”*Albert Einstein

Once Upon a time a Wedding Team: Derretidas… adorámos! Obrigada (ex)-noivinha tão gira com o seu cinto (e lábios) em vermelhão!


Fornecedores:

Wedding Planner, organização, decoração, Catering e DJ: Visi Vici | Grafismo: José Pedro – Mooda Project | Local: Quinta de Vale de Fornos | Fotógrafos: Storypics  e Alice Nunes Vincente Photography | Vestido noiva: Atelier Vestidus | Sapatos noiva: Irregular Choic | Fato Noivo: El Ganso, Zara, Sacoor | Cabeleireira: Jaya Girão | Make-up: Rita Castro | Wedding Favours: Operação Nariz Vermelho



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