{Real Wedding} Eça de Queiroz, palácios, prosa e muito amor

Rita & João

O casamento que vos trazemos hoje tem muita literatura, um livro escrito pelo noivo e um homem-estátua. Continuem a ler para saberem mais sobre este fantástico casamento, pela perspectiva dos noivos e de Rui Mota Pinto Wedding Tailor & Planner.

Qual o Conceito do casamento e como nasceu?

Wedding Tailor & Planner Rui Mota Pinto (RMP): Este foi, sem dúvida alguma o casamento mais conceptual que realizei até hoje. Tudo o que crio tem uma marca de conceptualização muito forte. Todos os casamentos que crio são muito próprios com histórias e conceitos muito vincados.

Mas a Rita e o João transportaram-me para um mundo diferente, para uma área de conceptualização onde não tinha ainda estado. Nunca antes, como neste casamento levei um conceito tão ao detalhe. Tudo, mas tudo, foi conceptualizado transformando o dia literalmente em algo que jamais poderá ser repetido.

Quando conheci a Rita e o João, a nossa primeira reunião durou cerca de 5 horas. Nesse momento acho que percebemos que não podíamos deixar de fazer este caminho sem ser em conjunto. Mais do que sinergia, mais do que proximidade ou empatia, existiu paixão. Paixão por uma história, paixão por um casal e não arriscarei se disser paixão por um Wedding Planner.

0136

O conceito que criámos foi o de literatura com uma ligação a Eça de Queiroz, dado ser o autor favorito dos noivos. Mas será natural pensar-se: “com tema literatura, colocam-se uns livros e já está!”. É aqui que reside a diferença entre ser conceptual e ser temático.

Não gosto de temas! Assumo sem problema! Odeio temas de casamento! Mas existe algo de mágico num casamento conceptual. E foi isso que criámos. Um conceito onde tudo girou em redor de literatura, livros, palavras, cartas de amor, palavras sussurradas entre os noivos, como poemas. Hotéis onde Eça de Queiroz se inspirou para escrever os Maias, estátuas humanas de Eça de Queiroz que ganharam vida para brindar a noiva com um livro escrito pelo noivo onde, no interior, palavras rasgadas serviam de aconchego para as alianças e onde tudo se passou com frases encerradas em livros, a olhar como se, repentinamente, personagens das histórias que cada livro encerra se erguessem e festejassem aquele dia.

A ideia passou sempre por criar um ambiente onde os convidados não se sentissem num casamento mas sim num local onde se podiam sentar simplesmente a apreciar um bom livro. Mais do que um espaço de casamento, idealizei sempre um espaço de leitura, de palavras, de páginas e de estórias. Um local onde os noivos e os convidados se sentissem em casa, tal como amam estar… a ler!

Podem fazer-nos um pequeno resumo do vosso casamento?

Noivos: O nosso casamento aconteceu no dia 9 de abril de 2016, por volta das 17h30. Foi um casamento de sonho, perfeito. Tivemos o privilégio de casar numa das bibliotecas mais bonitas, integrada num palácio e fazer, assim, jus ao conceito do nosso dia: literatura. Casámos no meio de livros, com a ‘presença’ do nosso escritor preferido, o Eça de Queirós, representado por um homem estátua, ao som de Bach. Tudo foi pensado ao pormenor. O nosso casamento começou a ser escrito em setembro de 2014 e muitas foram as páginas que rascunhámos desde aí.

0371

Quais foram as particularidades dessa aventura?

Noivos: Esta aventura pode ser comparada com a escrita de um livro. Imaginamos que um escritor quando está a escrever o seu romance se apaixona perdidamente pela ideia, não dorme a pensar sobre o assunto e procura incessantemente a perfeição. Assim aconteceu connosco. Num ano e seis meses, escrevemos e reescrevemos os capítulos daquele que seria o dia mais feliz das nossas vidas. Juntamente com o nosso Wedding Planner, tomámos todas as decisões que vão desde a escolha do espaço, do catering, do bolo da noiva, dos convites, da animação, da decoração, do vestido de noiva, do smoking, das alianças… Não descurámos qualquer detalhe e quisemos envolver todos os nossos convidados na fase de planeamento, tendo criado uma biblioteca virtual, onde íamos escrevendo os vários capítulo desta história: Volume I – Queres Casar Comigo?; Volume II – Reserve esta data; e Volume III – O Convite. O nosso convite também teve uma função muito particular, pois para além das informações básicas sobre o nosso dia, pedimos ainda que nos respondessem através de um postal que anexámos ao convite, juntamente com um selo que tinha a imagem dos nossos perfis e que criámos especialmente para o evento das nossas vidas.

RMP: Os noivos disseram quase tudo. Reforço de facto a escrita do livro pelo noivo, que não só acompanhei desde o início, como tive a honra de escrever o prefácio.

Foi algo único e muito marcante. Talvez o momento mais emotivo da minha carreira. Escrever algo tão pessoal e íntimo para 2 pessoas que nos contrataram para fazer um trabalho é algo que nunca conseguirei colocar em palavras.

Desde o primeiro dia que o João me disse – “Rui eu gostava de escrever um livro à Rita. O Rui ajuda-me?” – criámos uma proximidade imensa e dedicá-mo-nos a esta aventura, dentro da enorme aventura do casamento, de corpo e alma. No final quando o João me disse – “gostava muito que o Rui aceitasse escrever o prefácio” – foi algo que emocionalmente me abalou como nunca. É algo tão pessoal e importante que percebermos que alguém nos honra com algo dessa dimensão pessoal e que nos tem em consideração a esse ponto, ultrapassa qualquer questão profissional e percebemos que de facto somos importantes para aquelas duas pessoas. Nunca poderei deixar de ver este momento como muito particular. Depois existiram algumas aventuras, como a compra dos abajures antigos. São elementos que infelizmente se vão perdendo e que são muito difíceis de encontrar por cá. A nossa área de casamentos está demasiado fechada em decor tradicionais sempre iguais e os próprios organizadores tentam vedar aos noivos coisas diferentes porque isso lhes dará trabalho de pesquisa.

Como conceptualizador, tenho de pensar exactamente ao contrário – tudo é possível. E a compra dos abajures foi de facto uma aventura de visitas a antiquários, feiras de velharias, feira da ladra e tantos locais onde pesquisei até encontrar tudo o que tínhamos idealizado.

Também a criação do livro gigante foi aventureira. Aqui o contributo da incrível LoveLab foi determiante. A forma como aceitaram o desafio foi incrível e no final o quadro de sala, assim como o “índice” do casamento, foi um livro gigante com 2 metros e folhas para os convidados lerem e saberem onde ficavam sentados e o que iria acontecer.

Também a particularidade de todos os momentos do casamento serem pautados por lançamentos de livros. À porta de cada sala encontrava-se um livro com um nome que representava o que ia acontecer a seguir. No cocktail – Cocktail Party, Na refeição – O Livro de Pantagruel, Na cerimónia – Queres Casar Comigo.

0900

Qual o tema, cores e os vossos métodos de inspiração?

Noivos: O nosso conceito era literatura, contudo, não tínhamos cores predominantes. Desde o início que queríamos reconstruir o ambiente de uma biblioteca, por isso, criámos vários espaços de leitura com mesas de madeira e abajures, ao longo do palácio. Os livros estiveram presentes em toda a decoração: foram os marcadores das mesas do jantar (escolhemos um livro/um escritor por mesa); o photobooth consistia em vários livros antigos, abertos, e produzimos ainda um livro gigante com cerca de dois metros de altura, onde estavam os nomes das mesas bem como o programa do casamento, o “índice”.

RMP: Regresso à primeira resposta. Não existia tema mas sim um casamento conceptual. E esses não tem padrões pré definidos nem paletes tiradas de qualquer catálogo ou post de internet. São criações de raiz, são conceptualizações únicas e irrepetíveis. E isso é de facto o que faz um casamento único e exclusivo dos noivos. O resto são temas e esses, quer se goste quer não, quer se assuma ou não, repetem-se!

 10941200

Quais foram as particularidades do vosso casamento?

Noivos: A primeira particularidade foi, sem dúvida, o local da cerimónia, pois tivemos o privilégio de casar dentro de uma biblioteca. Além disso, destacamos o nosso livro das alianças, que foi uma surpresa do noivo para a noiva, que incluía algumas páginas com uma dedicatória especial bem como um prefácio escrito pelo nosso Wedding Planner. Para surpresa de muitos, tivemos um homem estátua caracterizado de acordo com o nosso escritor favorito e que interveio na cerimónia, entregando o livro das alianças, numa “cama” feita com várias tiras das folhas do nosso livro preferido. O homem estátua também tirou fotografias connosco e com os convidados, junto ao photobooth. Os sapatos da noiva foram forrados com um tecido escrito com a letra da própria, com frases do noivo enviadas ao longo dos anos de namoro. O bouquet era também feito de tule e rosas em tecido com palavras escritas à mão pela noiva. Uma das rosas do bouquet foi usada como corsage do noivo. Como não poderia deixar de ser, o bolo da noiva eram vários livros sobrepostos onde era possível ler algumas partes dos votos que trocámos na cerimónia. Na sala do jantar, as mesas estavam decoradas com livros e candeeiros de cabeceira, para que os nossos convidados sentissem vontade de pegar e folhear os livros.

RMP: Alem de tudo o que os noivos já referiram, saliento o livro gigante que servia de quadro de sala e “índice do casamento”

Os candeeiros, referidos pelos noivos, tinham abajures antigos relembrando zonas de leitura. As zonas lounge eram pequenas mesas pé de galo antigas, com cadeirões de leitura e um candeeiro com abajur antigo. Foram colocadas em cantos para estarem isoladas, como se de uma zona de leitura privada se tratasse. O site do casamento foi feito por etapas com um livro que abria e dava a indicação pretendida. Cada livro cada etapa era um capitulo da aventura até ao dia.

O quarto de hotel onde a noiva se preparou, como não podia deixar de ser, era a suite Eça de Queiroz no hotel As Janelas Verdes que tem uma relação histórica com o autor e com Os Maias.

1226

Sabemos que aconteceu algo muito especial nesse dia…

Noivos: Foi, sem dúvida, um dia recheado de momentos muito especiais. A maior surpresa foi a cerimónia na biblioteca, que teve muitos momentos altos e que nos surpreendeu e emocionou muito, assim como aos nossos convidados. Fomos também surpreendidos à entrada do palácio, com uma passadeira vermelha, com os nossos perfis gravados em dourado e um livro aberto (surpresa do nosso Wedding Planner).

Qual foi o vosso momento preferido?

Noivos: O nosso momento favorito foi a cerimónia na biblioteca, com a troca dos votos. Vivemos momentos muito intensos, sempre acompanhados da música de Bach para cravo. Pedimos ainda a alguns convidados que dissessem algumas palavras na cerimónia e os seus discursos deixaram-nos muito emocionados.

1257

Mudavam alguma coisa?

Noivos: Nada. Foi tudo perfeito.

1274

Decidiram ter Wedding Planner. O que vos levou a tomar essa decisão?

Noivos: O Wedding Planner foi a melhor decisão que tomámos relativamente ao nosso dia. Começámos a pensar no tipo de casamento que gostaríamos de ter, no tempo que nos iria consumir, nas ideias que tínhamos e que não conseguíamos recriar ou outras que não tínhamos e que só surgiram e se concretizaram graças ao Rui Mota Pinto, o nosso Wedding Planner. O processo de escolha do Wedding Planner foi muito simples. Visitámos o site casamentos.pt, analisámos os comentários e decidimos avançar com o primeiro contacto. A primeira reunião com o Rui durou cinco horas e foi “amor à primeira vista”. O Rui é um criativo nato. Pega num conceito e transforma-o em algo único, grandioso, completamente inesperado. Foram quase dois anos de muita cumplicidade, em que nos fomos conhecendo e pensando em conjunto num casamento que foi sem dúvida a nossa cara, mas cujo criador foi o Rui.

1303
Gostariam de acrescentar algo em jeito de conselho a outros casais?

Noivos: Gostaríamos de reforçar que o investimento no Wedding Planner é mais do um investimento monetário. A seguir a nós, o nosso Wedding Planner foi a pessoa mais importante do casamento, em quem confiámos a 100%. Graças a ele, não ficámos preocupados e stressados com o dia do casamento, pois tínhamos a certeza que tudo iria correr bem. E assim foi! Não há dinheiro no mundo que pague as horas que passámos juntos, as mensagens e os emails que trocámos, por vezes, a horas tardias, a disponibilidade sempre imediata e o feedback recebido por parte dos convidados, que ficaram impressionados com o nível de organização e com todo o profissionalismo da equipa que esteve presente no nosso evento. Tivemos, sem dúvida, um casamento de sonho, mas muito graças ao nosso Wedding Planner. Hoje, o Rui é um amigo.

RMP: Deixo o conselho que dou a todos os noivos que me dão a honra de reunirem comigo pela primeira vez: desliguem a internet, apaguem por momentos da memória as referencias que trazem, eliminem as fotos que viram no catálogo ou na revista e simplesmente pensem na sua história de amor. Naquilo que os fez apaixonar um pelo outro. Nas razões que os levam a decidir dar este passo tão importante e as razões que escolheram para se sentarem comigo para me conhecer.

Essa será a história e a base de um casamento único e pensado de facto para os noivos. Sem fotos, sem referências, sem nada pré-pensado ou definido. Só assim é verdadeiro dizer que se criam casamentos à medida dos noivos.

Depois mais tarde regressaremos a essas referências, às imagens e às inspirações mas mais que tudo o casamento tem de ser o reflexo de duas pessoas e de uma história que os une.

Encontrem a pessoa que perceba isso em vocês, que se apaixone por essa história e será certamente a pessoa certa para vos ajudar e para fazer esse caminho maravilhoso até ao dia convosco.

1545

 

Fornecedores:

Wedding Concept, Design, Planning and Coordination: Rui Mota Pinto Wedding Tailor & Planner | Espaço: Palácio Conde D´Óbidos | Fotografia: NJ Mattos | Vídeo: NCS Produções | Vestido de Noiva: Isilda Pelicano | Sapatos de Noiva: Isilda Pelicano | Bouquet: Isilda Pelicano | Fato Noivo: Hugo Boss | Sapatos Noivo: Miguel Vieira | Catering: Teresa Holtreman Roquette SlowFood | Bolo de Noivos: MyCakeStore | Estátua Humana de Eça de Queiroz: Carlos Ferreira | Dj: Paulo DiLIght | Banda: Pedro Santo | Violinista: Ricardo Maciel AKA Live Act MAK | Cravo e Violino para Cerimónia:  Eunice Bento e Carlos Ferreiro | Flores e Parede de Livros: Kefrô | Decor: Rui Mota Pinto Wedding Tailor & Planner | Papelaria e Livro Gigante: LoveLab | Quarto Eça Queiroz: Hotel As Janleas Verdes

 

Querem ver mais casamentos reais? Espreitem aqui.


Não se esqueçam de nos seguir também

facebook | instagram | pinterest

horizontal_preto.png


 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s